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Posts Etiquetados ‘sermão’

Os Dois Tipos de Fé

Terça-feira, 28 Julho 2009 taiguarapires Deixe um comentário

Analisando a passagem da cura de um homem da mão ressequida, transcrito no texto de Mateus 12.9-21 (também em Mc 3.1-6 e Lc 6.6-11), o Pr Justino nos transmitiu uma mensagem de Deus para nossas vidas: os dois tipos de fé.

Jesus quando esteve na terra se deparou com duas situações distintas, uma delas quando estava com homens cuja fé o impressionava em sua grandeza. Impressionava, ainda que o Messias fosse onipotente, onisciente e onipresente (Exemplo Lc 7.1-10).

A segunda, se deu justamente em situações contrárias a esta, quando ele encontrava homens sem fé, inclusive no meio de seus discípulos (Mt 8.23-27).

Usando-se figurativamente da relação entre as mãos e o corpo, a mensagem nos exortou a analisarmos nossa posição diante de Deus – temos nós a fé verdadeira ou uma fé fingida? Devemos responder com o coração e sinceramente a essa pergunta.

Quando aquele homem enfrentou os preconceitos, a religiosidade e o medo, tendo uma atitude de fé ao crer que Cristo o podia curar, foi contemplado por aquele que tudo vê, do mais exposto ao desconhecido da nossas almas. Foi então que Jesus, o chamou para se posicionar diante de Deus e o curou.

Mensagem de Deus para nós:
1 – Como é a nossa fé?
A – A nossa fé é verdadeira ou uma fé fingida?
B – Quem é o centro da nossa fé: Jesus Cristo ou nossos próprios interesses?
2 – Qual a nossa atitude com relação a Deus?
A – Posição arredia, como a de um fugitivo?
B – Posição humilde e ousada em fé?

Obs: Esse post foi composto por anotações pessoais de Taiguara Pires.
Livre transcrição da Palavra do Senhor em 23/06/08 na CCNE Sede.
Visite o site da nossa igreja www.ccne.org.br ou clique aqui.

Músicas da Ministração
A Colheita – Renascer Praise – Ver no YouTube
A Festa – Batista da Lagoinha – Ver no YouTube
Sobre as Águas – Ministério Trazendo a Arca – Ver no YouTube
Geração que Dança – David Quinlan – Ver no YouTube

Devemos estar sempre prontos!

Sexta-Feira, 4 Julho 2008 taiguarapires Deixe um comentário

Ontem eu tive uma surpresa interessante. Ao abrir o meu perfil no Orkut, me deparei com um recado, de uma linha apenas, de uma mulher que não conheço, que nem sequer temos amigos em comum.

A mensagem assim dizia: “Eu gostaria que Jesus mudasse a minha vida também.” Isso, para que todos entendam, era uma resposta ao NickName (titulo do perfil, que substitui o nome) que eu tinha posto há dias com uma verdade sobre a minha vida: “Jesus Cristo mudou meu viver.”, frase de uma música homônima da Aline Barros.

Aos que desconhecem a Palavra de Deus, esse acontecimento soa corriqueiro como o pouso de uma mosca sobre uma fruta. Mas àqueles que já ouviram a mensagem do Evangelho, isso soa, sim, como um alerta. De que forma? Devemos todos nós estar sempre prontos, assim como nos descreve a Parábola das Virgens Sensatas e Insensatas (Mateus 25.1-13)

Introduzindo o assunto, é importante que eu reconheça que apenas Deus sabe da minha vida as falhas e o quão indigno sou de ser exemplo de algo, mas arrogo para mim assim fazer na ilustração desse ensinamento.

Poderia ter eu colocado essa frase aleatoriamente, sem que refletisse verdade alguma, mas que poder teria isso? O Senhor nos chamou para ser sal da terra e luz do mundo (Mateus 5.14-16) para que tivéssemos um gosto diferente dos outros e a eles iluminar com a resplandecência da nossa nova natureza, adquirida pela comunhão com Jesus Cristo (Romanos 8.1-2, Romanos 12.1-2, II Coríntios 5.17)

De fato, após quase cinco anos de evangelho, somente agora tenho vivido de verdade as bênçãos de estar firmado na “Rocha Eterna, Justiça Inabalável” que é a Palavra do Senhor e a intimidade com Deus. Porém, isso não é um acontecimento, mas sim um processo contínuo.

Viver com Deus é uma experiência que pode ser comparada com a cura de um furúnculo**. Quem já teve esse tipo de abscesso sabe como é: não permitimos que ninguém toque e nem queremos nós mesmos mexer nele porque dói muito, além de o esconder por ser feio… Enfim, o guardamos como se fosse sagrado. Mas só existe um remédio natural: espremê-lo até que o pus saia, abrindo assim o caminho para a cura. Assim também são nossos pecados, nossas antigas características, nossa personalidade. Devemos nos despojar de tudo isso e assumir a identidade que Cristo nos dá, à sua semelhança. E esse processo, como espremer um furúnculo, dói demais embora seja a única maneira de curá-lo.

Mas, desobrigado desse tempo de inércia espiritual, coloco os meus olhos sobre o presente e o futuro, sabendo agora que devemos estar sempre prontos, de verdade, para o chamado de Deus. Eu pedi perdão por não ter conhecido antes a intimidade com o Senhor e eu sei que a única sentença agora é que estamos todos condenados a sermos felizes.

O Pastor Justino* pregou certa vez que a criação geme ansiosa pela revelação dos céus e pelo Dia do Senhor (***). E isso que aconteceu, na verdade, é uma expressão dessa verdade. Pessoas metem-se nas suas redomas de problemas, de situações, de cativeiros e não vêm luz fora dela. Mas uma coisa é certa: Jesus é a luz absoluta e quem se guia por ela, jamais será confundido! (João 8.12)

Basta olhar e ver: os filhos de Deus (Quem são? Romanos 8.14) tem uma vida vitoriosa, cheia de paz e amor, que excedem todo e qualquer entendimento (Filipenses 4.7). Parece loucura para o mundo ver que o Povo de Deus, apesar das muitas coisas ruins e diversos problemas que acontecem em suas vidas, permanece feliz e confiante, sempre louvando ao Senhor por tudo.

Com base nisso, eu digo: vamos nós levar a Mensagem do Senhor àqueles que precisam, aos cativos do pecado, aos escravos das religiões e da religiosidade, aos dissimulados de espírito, aos fracos na fé, aos desviados do caminho e também às ovelhas doentes do nosso rebanho! É hora de vivermos o caráter amoroso, poderoso e absoluto do Senhor e degustar neste tempo ainda os milagres que Jesus quer operar (I Coríntios 2.9).

Comentários

“[1] Não a nós Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade. [2] Porque diriam as nações: onde está o Deus deles? [3] No céu está o nosso Deus, que tudo faz como lhe agrada. [9] Israel, confia no Senhor, ele é o seu Amparo e o seu Escudo.” (Salmos 115.1-3,9)

Vídeo no YouTube. É interessantíssimo para reforçar a idéia que expus.

* O Pastor Justino é o ministro da CCNE Sede. Clique aqui e visite nosso site.
** Apropriação de uma pregação da irmã Amábile da CCNE em uma consagração dominical.

Texto escrito por Taiguara Pires, em 3 de julho de 2008 às 11:54h.

Ensaio – A Regência do Amor

Sábado, 28 Junho 2008 taiguarapires Deixe um comentário

Com o passar do tempo, a vida cotidiana foi-nos abafando a imagem subconsciente de quem é o nosso Senhor. Isso já era previsto como sinal do apocalipse, embora nós cristãos não devêssemos aquiescer à esse acontecimento.

Um dos sintomas dessa triste realidade é que a maioria das pessoas hoje em dia é incapaz de repetir de cor os dez mandamentos de Deus, ou seja, os primeiros ensinos do Senhor a respeito da filosofia divina de vida.

Aliás, eis ocasião! Vamos relembrar os Dez Mandamentos (Êxodo 20, Deuteronômio 5)

O Amor a Deus

1º – Eu sou o Senhor, não terás outros deuses diante de mim;
2º – Não farás imagens de esculturas para adoração;
3º – Não tomarás o Nome do Senhor em vão;

O Senhor é a Salvação. Amá-lo deixou de ser uma regra prática, um convênio ou uma aliança, mas um elo de sinceridade pelo qual nós podemos ter confiança e segurança como a esposa tem em seu marido. Amar ao Senhor e se entregar de corpo e alma a ele, torna desnecessários todos os outros ídolos ou deuses que na verdade pouco podem influenciar em nossa vida, uma vez que estão encerrados em sua morte aguardando como nós o Juízo Final.

Ame o teu próximo…

6º – Não matarás;
7º – Não adulterarás;
8º – Não furtarás;
9º – Não mentirás ou dirá falso testemunho;
10º – Não cobiçarás coisa alguma do teu próximo.

Aquele que em nome de Jesus Cristo, despretensiosamente se entrega ao amor ágape pelos seus irmãos e demais pessoas acaba obedecendo à grande lei “Ama o teu próximo como a ti mesmo”.

Não matarás! Se eu amo meu irmão, eu o respeito ainda nas nossas diferenças. Por que eu o mataria?

Adultério! Quem ama não trai (1 Coríntios 13). E o trair é evitar ser também traído antes pelo direito que pelo acaso.

Não furtarás! Imagine se todos nós tomássemos isso como prática para aquisição de bens? Quem seria digno de suas posses? Além do que, quem teria paz assistindo ao temor?

Não mentirás! Qual motivo haveria para que não entregássemos a verdade à tona? Como numa amizade pode haver segredos: o amor não é preconceituoso, não é malicioso, como seria? Logo, a verdade também é amor.

Não cobiçarás! Porque invejar algo que é do meu irmão? Antes de crer que Deus satisfaz todas as nossas necessidades, tenho eu que amar e me alegrar ao ver o sucesso do meu irmão porque isso é amor! Sem intenções, o amar-criança.

… como a ti mesmo!

4º – Lembra-se do sábado para o santificar;
5º – Honra teus pais para que se prolongue a tua vida;

Deus a todos criou para que uns aos outros se completassem. Se cada um se dedicasse aos outros, logo não haveria desunião.
O Sábado! Deus separou um dia de descanso para que o homem cuidasse de si como pessoa e como ser espiritual, em comunhão com ele. Isso é amor a Deus e a si mesmo.
Honra teus Pais! Os pais são a nossa porta ao mundo, como um entregador de Deus. Ainda que a família esteja desconstituída, respeitar a instituição dos pais é amar ao próximo. Aos que sofreram com seus pais, perdoe! Perdoar é amar ao próximo, é a única moeda de troca no Reino de Deus.

Taiguara Pires
Escrito em 25.06.2008

Ensaio – A lei ou Cristo?

Quarta-feira, 25 Junho 2008 taiguarapires Deixe um comentário

Ontem, fazendo algumas análises eu me encontrei de frente a uma dúvida bastante importante: Qual é o papel da lei sobre nós cristãos? Qual a necessidade do Velho Testamento como parte da nossa regra de fé, se Cristo cumpriu em si toda a lei? E me guiei em estudos rápidos sobre a questão.

Em Mateus 5.17-18, Jesus nos diz que a lei ainda vigoraria até que toda a sua obra estivesse cumprida, o que aconteceu com sua morte na cruz (ver João 19.30 e João 17.4). Logo, todas as leis do Antigo Testamento foram cumpridos e resumidos na verdadeira lei de Cristo – o Amor (Romanos 10.4)

Então, se a lei não é mais regente com Cristo por que nos ater aos textos do Antigo Testamento? Porque são parte da Palavra de Deus. São eles que aprovam a vinda de Cristo e a veracidade do Novo Testamento. Também são eles que regem o povo judeu, o povo escolhido, que viveu uma longa história com Deus, revelando nosso Senhor pelas escrituras. Através do seu testemunho, temos muito a extrair, pois a Palavra do Senhor se renova a cada leitura que dela fazemos.

Mas não podemos, por exemplo, aplicar qualquer lei vetero-testamentária à nossa vida cristã porque isso foi reprovado por Deus a partir da Salvação (Gálatas 2.16-21, Gálatas 5.4).

A verdadeira lei de Deus agora está cumprida pela promessa feita em Jeremias 31.33: “Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.”. Desta forma, a melhor forma de justificar-se e conformar-se à vontade de Deus é buscando ao Senhor de todo o coração, desejando humildemente a verdade que o Pai gravou nos nossos corações quando a eles nos entregamos.

Taiguara Pires
Ensaio escrito em 25 de junho de 2008, às 00:50h.

Os dois tipos de fé

Terça-feira, 24 Junho 2008 taiguarapires Deixe um comentário

Analisando a passagem da cura de um homem da mão ressequida, transcrito no texto de Mateus 12.9-21 (também em Mc 3.1-6 e Lc 6.6-11), o Pr Justino nos transmitiu uma mensagem de Deus para nossas vidas: os dois tipos de fé.

Jesus quando esteve na terra se deparou com duas situações distintas, uma delas quando estava com homens cuja fé o impressionava em sua grandeza. Impressionava, ainda que o Messias fosse onipotente, onisciente e onipresente (Exemplo Lc 7.1-10).

A segunda, se deu justamente em situações contrárias a esta, quando ele encontrava homens sem fé, inclusive no meio de seus discípulos (Mt 8.23-27).

Usando-se figurativamente da relação entre as mãos e o corpo, a mensagem nos exortou a analisarmos nossa posição diante de Deus – temos nós a fé verdadeira ou uma fé fingida? Devemos responder com o coração e sinceramente a essa pergunta.

Quando aquele homem enfrentou os preconceitos, a religiosidade e o medo, tendo uma atitude de fé ao crer que Cristo o podia curar, foi contemplado por aquele que tudo vê, do mais exposto ao desconhecido da nossas almas. Foi então que Jesus, o chamou para se posicionar diante de Deus e o curou.

Mensagem de Deus para nós:
1 – Como é a nossa fé?
A – A nossa fé é verdadeira ou uma fé fingida?
B – Quem é o centro da nossa fé: Jesus Cristo ou nossos próprios interesses?
2 – Qual a nossa atitude com relação a Deus?
A – Posição arredia, como a de um fugitivo?
B – Posição humilde e ousada em fé?

Obs: Esse post foi composto por anotações pessoais de Taiguara Pires.
Livre transcrição da Palavra do Senhor em 23/06/08 na CCNE Sede.
Visite o site da nossa igreja www.ccne.org.br ou clique aqui.

Músicas da Ministração
A Colheita – Renascer Praise – Ver no YouTube
A Festa – Batista da Lagoinha – Ver no YouTube
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A Revolução de Ester

Sexta-Feira, 20 Junho 2008 taiguarapires Deixe um comentário

Ouvindo ontem a Rádio Gospel FM 90.1 eu ouvi a pregação de um bispo da Renascer a respeito de uma passagem do livro de Ester, no seu 7º capítulo, a respeito da vingança divina no plano de Hamã em exterminar o povo judeu.
Temos nós que receber a palavra profética que Deus nos envia diariamente. Nada na nossa vida passará enquanto o Senhor não terminar a obra que começou em nossas vidas. Nós, filhos de Deus, temos que reinar aqui e também no reino dos céus, quando vir. Os nossos inimigos serão enforcados com as próprias forcas que criaram para nós, em nome de Jesus.
Leia o texto de Ester 7.1-10:

1 Vindo, pois, o rei com Hamã, para beber com a rainha Ester,  
2 Disse outra vez o rei a Ester, no segundo dia, no banquete do vinho: Qual é a tua petição, rainha Ester? E se te dará. E qual é o teu desejo? Até metade do reino, se te dará.  
3 Então respondeu a rainha Ester, e disse: Se, ó rei, achei graça aos teus olhos, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida como minha petição, e o meu povo como meu desejo.  
4 Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem, e aniquilarem de vez; se ainda por servos e por servas nos vendessem, calar-me-ia; ainda que o opressor não poderia ter compensado a perda do rei.  
5 Então falou o rei Assuero, e disse à rainha Ester: Quem é esse e onde está esse, cujo coração o instigou a assim fazer?  
6 E disse Ester: O homem, o opressor, e o inimigo, é este mau Hamã. Então Hamã se perturbou perante o rei e a rainha.  
7 E o rei no seu furor se levantou do banquete do vinho e passou para o jardim do palácio; e Hamã se pôs em pé, para rogar à rainha Ester pela sua vida; porque viu que já o mal lhe estava determinado pelo rei.  
8 Tornando, pois, o rei do jardim do palácio à casa do banquete do vinho, Hamã tinha caído prostrado sobre o leito em que estava Ester. Então disse o rei: Porventura quereria ele também forçar a rainha perante mim nesta casa? Saindo esta palavra da boca do  
9 Então disse Harbona, um dos camareiros que serviam diante do rei: Eis que também a forca de cinqüenta côvados de altura que Hamã fizera para Mardoqueu, que falara em defesa do rei, está junto à casa de Hamã. Então disse o rei: Enforcai-o nela.  
10 Enforcaram, pois, a Hamã na forca, que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então o furor do rei se aplacou.  

Sermão ouvido em 19.06.2008 – Através da Rádio Gospel FM 90.1
Não lembro o nome do Bispo que pregou.

Ensaio: Fome e Sede de Justiça

Sexta-Feira, 20 Junho 2008 taiguarapires Deixe um comentário

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos [Mt 5.6]”

Este verso é um dos mais conhecidos do Grande Sermão da Montanha, onde Cristo nos dá uma prévia do reino que haveria de vir. Em sua meditação, ele nos revela uma consolação interessante.

Vemos pelo mundo morte, desgraças, grandes acidentes e fenômenos naturais assustadores, desavenças gratuitas e sem razões, guerras, sangue, destruição, doenças, epidemias, etc. Vemos também o nível cultural da sociedade se decompor em liquidez e sexualidade, deturpação da verdade e da moral, a inversão de valores entre a ética social e o individualismo exacerbado, enfim, toda sorte de mudanças. Infelizmente, no mais das vezes para a pior. E como ficamos, nós cristãos, diante desse fenômeno incontrolável? Aceitamos, nos conformamos, aderimos… Triste realidade que deve ser combatida com esforços totais da alma que deseja se manter o quanto mais na sua integridade em relação ao mundo. De certo que fazemos parte do mundo, dele sendo participantes, mas não devemos deixar que isso nos influencie de qualquer forma.

Podemos até pensar: mas o que posso fazer para evitar essa regressão evolutiva? Nada. Não podemos fazer absolutamente nada, em relação à sociedade ante a essa transformação. Mas podemos tranquilamente influir nessa relação entre o “eu” e a sociedade. A atitude individual nasce de dentro do coração para fora, vazando pelos poros e atingindo nossa interação com o mundo.

Ter a paz na alma não é difícil quanto se pensa, é tão fácil quanto não maliciar uma pessoa ou um fato, tanto quanto não reclamar de situações incômodas, tanto quanto não ofender a qualquer alguém. É assim, fácil assim. Na verdade entender a influência e não desejar compartilhar de coisas desse gênero consistem em 80% da resolução do problema. Os outros 20% ficam distribuídos entre a ajuda de Deus, razões externas, sorte, etc. Se todos agissem como pacificadores (“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus [Mt 5.9]”), seríamos todos luzes representantes de Deus formando na terra seu Reino.
Mas voltando à consolação que eu disse, o que me vem à mente pensando nesse texto diz respeito à forma como vemos tais problemas. Não devemos nos pesar ao refletir na degradação do mundo, mas (1) orar e lutar pela conversão das pessoas que não desejamos que sofram as calamidades atuais (“Eu sou pobre e necessitado; mas o Senhor cuida de mim; tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus. [Salmo 40.17]”), (2) orar e lutar para que a mensagem do evangelho chegue aos gentios (“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim. [Mt 24.14]”) e de verdade faça a diferença na vida daqueles que já conhecem a Palavra de Deus (“E então lhes direi, abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.[Mt 7.23]”), também mantendo-se fiel em tudo o quanto for possível, em sinceridade e intenção de coração, despindo-se das vontades carnais e renunciando no que for impedimento ao viver em santidade (“Como purificará o jovem o seu caminho? observando-o, conforme a tua palavra. / De todo o meu coração te busquei: não me deixes desviar dos teus mandamentos. / Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti. / Bendito és tu, ó Senhor; ensina-me os teus estatutos. [Salmo 119.9-12]”).

Cristo pela sua morte estabeleceu o Reino de Deus na terra, que não é nesse primeiro período nada extraordinário, mas uma concretização da Lei Mosaica – uma conquista do seu sangue divino. Pela graça de Jesus e interação com o Espírito Santo, temos nós o poder de tomar uma atitude, manter uma postura cristã adequada à lei de Deus.

Ser pacífico, não é uma questão de fé ou milagres simplesmente, mas de postura. Eu posso ver uma discussão e (1) irado, me envolver na briga, (2) prudente, atentar para que tudo se acalme naturalmente, (3) relapso, fingir que não estou vendo ou ainda (4) ser omisso, podendo ajudar e não o fazendo. Uma postura de paz escolheria com certeza a segunda opção, tendo a livre consciência de que não ter por bem ou por mal parte A ou B, sendo obediente à consciência do bem, estamos vivendo a paz.

O ser humano deixa de ser um simples animal pelo simples fato de simbolizar as coisas, tornar situações ou visões em símbolos, ícones, representações. Desta forma: uma cruz, para um cristão tem o significado da sua fé; para um muçulmano, representa a raça inferior dos “infiéis” e para os judeus, como a outras religiões, dá a idéia de representação do povo que crê em Cristo. Portanto, os fatos sempre existirão e serão iguais em todos os ângulos: o que varia para bem ou para mal é a forma como reagimos a tais coisas. Se não fosse assim: um belo e visto homem nu causaria a mesma reação em mulheres e homens, gays e lésbicas, dos mais novos aos mais velhos, incluindo as crianças.

Tendo como base de análise essa idéia de simbolismo e de postura moral, chegamos à conclusão de que podemos – tendo a fome e sede da justiça de Deus – vivermos a nossa parte na instituição do Reino de Deus na terra aguardando sempre confiantes o retorno de Jesus Cristo, onde isso será consumado eternamente.
Dificuldades? Deus te ajudará se fizeres desta forma (1) reconheça suas falhas, (2) peça perdão a Deus por seus pecados, (3) reconheça que você precisa de ajuda e que Ele é o único que o pode ajudar com isso, (4) esteja disposto de coração a mudar a qualquer custo, (5) medite na palavra de Deus – Ele falará contigo!, (6) busque sempre a santidade, ainda que falhando, não desista, (7) agradeça a Deus e sempre tenha em sua boca o louvor a Ele. São estes os passos detalhados que se resumem numa única lei espiritual: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte [1Pe 5.6]”.

Taiguara Pires – “Ensaio: Fome e Sede de Justiça”
Terça-feira, 29 de abril de 2008 21:00h