José Régio – Quando eu nasci
Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais…
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…
P’ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe…
Camila Bergamim disse,
Quarta-feira, 13 Agosto 2008 às 9:54 pm
Essa poesia é muito perfeita.
Pedro disse,
Sábado, 8 Novembro 2008 às 10:51 am
O poema é de Sebastião da Gama e foi publicado no livro intitulado Serra Mãe